Arquivo do mês: dezembro 2008

porras!

PORRAS acordei enclausurado!

PORRAS que merda!

PORRAS que dor de cabeça!

PORRAS cadê o sol? cadê a luz?

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Que merda de escuridão tempo (tenho) de sair daqui caralho!

porrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporras

porrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporras

porrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporrasporras

P      O      R      R     A     S

R      N     E       I      B     U

I       I      A       G     S     R

S      R      L      I      T     R

A      I                D     R    E

O      C               O     A     A

O                      T      L

O

pensandopensandopensandopensandopensandopensandopensandopensando

pensandopensandopensandopensandopensandopensandopensandopensando

pensandopensandopensandopensandopensandopensandopensandopensando

sem

nem PENSAR!

com

pensando bem…

que mal tem?

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um começo simplista

Gostaria que a história de minha vida fosse mais simples de contar: Nasce Fulano de Tal, filho de Sicrana do Sobrenome Nobre e Fulano Pai de Família Dourada. Crescer, florescer, ser feliz. Liberdade intelectual, cultural, amoral. Suficiência, super-vivência, uma vida normal, nem tão mal. Muito bem, obrigado. Diplomado, casado, pai de família, crianças lindas e saudáveis, netos gordinhos e mimados e um cachorro companheiro amigo bom e velho.

Mas…

NÃO                                            Foi bem assim

que aconteceu.

Então querem ouvir? Tudo bem: vou contar assim mesmo, vou dizer assim, sim, vou e digo e assim, como diria Chico, cantar meu desalento.

M A L

e d u c

t r a t

h u m o r

a m

A D O

$             Q U E M E R D A         $

Deixei de ser homem por definição e me tornei um animal perante a sociedade. Entre os animais não existem diferenças. Entre os homens, sim. A nova natureza do homem é a sociedade. Natural ou não. O dinheiro é a diferença! O dinheiro! O dinheiro puro! O dinheiro nos deixa loucos, o dinheiro nos torna animais! Pior que os animais, mais irracionais que os animais, mais animais que os animais! Atrocidades, monstruosidades, nada mais nada menos do que atos da humanidade.

O fulano de tal que era pra ser eu acumulou dinheiro e eu não por isso eu sou um fodido e odeio aquele filho duma puta. Eu me odeio e sou um filho da puta. Eu era, eu era pra ser.

* Um dia. Uma rua. *

– Peraí tchê, eu te conheço!

– Não.

– Conheço sim, não lembra de mim?

– Não…

– Como não?

– Não conhecendo, não lembrando.

– Ta não! Vem cá, vamo tomá uma cerveja e eu te conto melhor essa estória.

(E foi assim que eu nasci; segundo dizem…)

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prólogo

Família é uma coisa estranha. Um dia um homem A se casa com uma mulher B e começa a família AB. Cada um vem de uma criação distinta, com características e personalidades distintas, inerentes ou não a criação. Dessa fusão de características começa uma nova raça, uma nova criação, que gera uma nova personalidade, um pouco de A, um pouco de B. Este pequeno AB, logo cresce e se encanta pelo também crescido EF (por que não CD ou DC, seria o mais óbvio, seguindo a seqüência! ambas combinações tem uma carga semântica muito forte, poderiam desvirtuar o assunto, numa leitura mais desavisada) e depois de algumas juras de amor, noites calientes e algumas taças de vinho, resolvem formar a família ABEF. O cartório vai tomar parte do negócio, encurtar um pouquinho, pegar um daqui, outro de lá, que por fim vai virar AE ou AF ou BE ou BF ou tudo ao contrário, ou tudo trocado, enfim, cartórios são cartórios. Mas aí é que está, o pobre A(B)E(F) vai ter um pouquinho das características de cada antepassado, por mais que nunca chegue a conhecer o fulano senhor A, por exemplo. O mais engraçado de tudo isso (ou não) é que olhamos para as pessoas e não conseguimos enxergar à narrativa de suas vidas. Todo mundo tem uma história. As coisas vão acontecendo e acontecendo, elas sempre acontecem, sem parar! Como cheguei neste mundo, muito por cima sei. Chegará o dia em que hei de morrer, e ninguém saberá todo minha história, a não ser eu mesmo, e eu, já não serei eu, serei um corpo morto, sem muito a contar. O que restará serão pequenas histórias, divididas em muitas pessoas. Cada qual terá algumas peças do quebra-cabeça. Um quebra-cabeça que nunca há de ser montado.

Pois bem. Surge à possibilidade de uma tentativa, vejam bem, uma tentativa de montar este quebra-cabeça, a partir das peças encontradas ou disponíveis. Fato é, que os fatos estão expostos e desordenados a teu bel prazer, e tu tens todo direito de mexer e remexer, ler e reler e produzir o sentido que mais te agradar, mas nunca esquecendo que se tratam de pensamentos alheios, por isso muito cuidado para não confundir alhos combugalhos. Nem nada do gênero.

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Uma pista?

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Mires o eu num emaranhado de pensamentos desordenados e insensatos e tu verás a constituição deste livro, caro leitor.

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