Um final lírico, para um suicida.

Não escuto mais o teu chamado, na verdade acho que nunca escutei, meu problema é que não sou plenamente, apenas penso ser, e pensar não é ser, é apenas pensar ser.

Na dúvida se já me chamastes ou não, assim mesmo vou, ao teu encontro vou. Aqui me despeço deste ingrato mundo novo, nem um pouco admirável, com a esperança que algo mude, que algo aconteça, com a esperança de um mundo não-racional; harmônico; lamento tanto com lágrimas de um defunto que não as possui.

Tentei chorar mas não consegui. Que triste fim, se ao menos me chamasse Serafim, mas de que adiantaria? Não tenho nome, não tenho nada, não tenho corpo nem alma, não tenho nada. Tenho um segundo de vida e agora não tenho mais.

3 Comentários

Arquivado em folhetins digitais

3 Respostas para “Um final lírico, para um suicida.

  1. Angel

    Sempre, muito interessante. Intrigante, sem dúvida, envolvente!
    Massa!

    Beijo, Apj!

  2. ótimo folhetim…lembrei que já escrevi inúmeras cartas suicídas…vou vasculhar minhas gavetas…

    um abraço da gata

  3. ÓTIMO! Muito bem escrito e articulado. É impressão ou você largou de escrever aqui? Continue! Você tem futuro, e eu falo sério.

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